Ars Nova presta homenagem ao maestro e compositor Carlos Alberto Pinto Fonseca

No mês de junho, o Ars Nova – Coral da UFMG comemora o aniversário do renomado maestro e premiado compositor Carlos Alberto Pinto Fonseca, que esteve na liderança do Coral durante 41 anos. Em sua homenagem, o Ars Nova lança o coro virtual de Ponto de Oxum-Yemanjá, obra composta por Carlos Alberto em 1965.

Assista agora:

Ponto de Oxum-Yemanjá (1965) exemplifica a espiritualidade que marca toda a obra de Carlos Alberto – nesse caso, através da temática Afro-brasileira. O compositor tinha reconhecido interesse na interlocução entre diferentes culturas, assim como entre a música popular e a chamada música erudita.

O coro virtual é uma produção realizada à distância, em contexto de trabalho remoto que o Ars Nova adotou em março de 2020 devido à pandemia global do novo coronavírus. Sua realização tem parceria da Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Música da UFMG e Pró-Reitoria de Extensão da UFMG.

Os vídeos anteriores, com a obra sacra Agnus Dei, da compositora Emily Doll, e as canções Apesar de Você, de Chico Buarque, e MLK, do U2, estão disponíveis no youtube do Ars Nova.

Carlos Alberto Pinto Fonseca

Carlos Alberto nasceu em Belo Horizonte no dia 07 de junho de 1933. Em sua formação musical, estudou no Conservatório Mineiro de Música, mudou-se para São Paulo e, depois, para Salvador, onde se formou em Regência Coral. Em seguida, fez um curso de Especialização em Regência de Orquestra na Alemanha, e ainda morou na Itália. A partir de 1963, de volta ao Brasil, sua história se entrelaça com a do Ars Nova.

O Ars Nova tem mais de 60 anos de existência – desses, 41 sob a regência de Carlos Alberto Pinto Fonseca. Nesse período, o coro adquiriu reconhecimento mundial. Foram mais de 20 excursões nacionais e internacionais, incluindo festivais como o Concurso Polifônico Internacional Guido d’Arezzo, o Festival de Coros de Atenas e o Festival Internacional de Música de Cantonigròs. Nesse período, foram realizadas cerca de 1.400 apresentações em 79 cidades de 12 estados brasileiros, mais 66 cidades de 17 países, em palcos tão distintos como o Lincoln Center, de Nova York, e a Casa de Ópera Teatro Municipal, de Ouro Preto. Com Carlos Alberto, o Ars Nova ainda registrou a gravação de oito trabalhos, entre eles, o LP da Missa Afro-Brasileira, composição premiada de Carlos Alberto Pinto Fonseca, em 1987, e a estreia mundial da obra Réquiem de Durante, de Francesco Durante (1684-1755), gravada em 2000.

Foi sob a coordenação de Carlos Alberto, também, que o Ars Nova passou a integrar a UFMG – naquele momento, Universidade de Minas Gerais – a convite do então reitor Aluísio Pimenta.

Novo coro virtual do Ars Nova homenageia profissionais de saúde

Em trabalho remoto desde março, devido à pandemia de coronavírus, o Ars Nova – Coral da UFMG apresenta mais um coro virtual para o público. O vídeo com a canção MLK, do grupo irlandês U2, é um agradecimento e uma homenagem do Ars Nova aos profissionais de saúde que continuam se dedicando e se expondo na linha de frente do combate ao vírus. 

A música traz no título as iniciais de Martin Luther King, ativista político e líder do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos. Trata-se de uma breve e suave balada, lançada no disco The Unforgettable Fire, em 1984. O coro virtual tem arranjo de Bob Chilcott e solo do tenor Hendrigo del Freitas. Assista agora:

Para o maestro Lincoln Andrade, “a realização dos coros virtuais é um trabalho que pode e deve ser feito em casa. O propósito não é só mostrar uma produção nesse período de quarentena, mas também enviar para o público um produto com a esperança de amenizar as tensões de um momento tão delicado pelo qual todos passamos”. Os vídeos anteriores, com a obra sacra Agnus Dei, da compositora Emily Doll, e com a canção Apesar de Você, de Chico Buarque,  estão disponíveis no youtube do Ars Nova.

A produção dos coros virtuais tem parceria da Escola de Música, da Pró-Reitoria de Extensão e da Universidade Federal de Minas Gerais. Enquanto comunidade da UFMG, o Ars Nova ainda chama a atenção para a campanha de financiamento coletivo Colabore Hospitais UFMG, que tem objetivo de arrecadar recursos para aquisição de medicamentos, insumos, equipamentos e serviços destinados ao Hospital das Clínicas da UFMG, Hospital Risoleta Tolentino Neves e Unidade de Pronto Atendimento Centro-Sul, os dois últimos gerenciados pela UFMG e pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).

Campanha Colabore Hospitais da UFMG

A campanha foi idealizada em virtude do aumento de atendimentos a pessoas diagnosticadas com Covid-19, demais síndromes respiratórias agudas e outras emergências, o que resulta em crescimento diário na taxa de pacientes. As unidades de saúde vinculadas à UFMG – de atendimento básico e de alta complexidade – verificam queda expressiva em seus estoques e na capacidade de assistência à saúde.

Desenvolvida pela UFMG em parceria com o Instituto dos Advogados de Minas Gerais (IAMG) e a Fundep, a campanha foi iniciada no em 24 de março e já arrecadou R$4,976 milhões, dos quais R$1,876 milhão foram destinados ao Hospital das Clínicas, R$856 mil ao Risoleta Neves e R$216 mil à UPA Centro-Sul.

A campanha de financiamento coletivo conta ainda com apoio institucional da Justiça Federal de Minas Gerais, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção Minas Gerais, da Associação do Ministério Público de Minas Gerais e da Associação dos Juízes Federais de Minas Gerais.

Como colaborar

O volume arrecadado na campanha de financiamento coletivo é gerenciado pela Fundep. Os interessados em contribuir podem transferir qualquer valor para o Banco do Brasil (001), agência 1615-2, conta corrente 960.419-7 (CNPJ da Fundep: 18.720.938/0001-41). Também podem ser doados bens ou equipamentos; nesse caso, basta entrar em contato com a Diretoria de Cooperação Institucional da UFMG por meio dos telefones (31) 3409-4555 e (31) 99306-0348 ou do e-mail gab@copi.ufmg.br.

Ars Nova homenageia Chico Buarque com coro virtual de “Apesar de Você”

O Ars Nova – Coral da UFMG homenageia o cantor, compositor e escritor Chico Buarque com um coro virtual da canção Apesar de Você. O arranjo especial é de Alexandre Zilahy com adaptação para o Ars Nova do maestro Lincoln Andrade.

Buarque receberia em abril o Prêmio Camões de Literatura, que reconhece um autor de língua portuguesa por sua contribuição “para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural” do idioma. No entanto, a cerimônia de entrega foi adiada indefinidamente devido à pandemia de coronavírus.

Além da homenagem, o Ars Nova fia-se à mensagem da canção escolhida e repassa as palavras de otimismo ao público. É período incerto, mas “amanhã vai ser outro dia”.

https://youtu.be/EYkYLVAsR2Q

O Ars Nova continua em funcionamento remoto, realizando reuniões e ensaios pela internet e produzindo os coros à distância. Para Lincoln Andrade, esse trabalho “pode e deve ser feito em casa”, durante as medidas de isolamento social, como uma forma de contribuição. O primeiro coro virtual do Ars Nova, com a peça Agnus Dei, de Emily Doll, também já está disponível no youtube.

Prêmio Camões de Literatura

O Prêmio Camões foi criado em 1988 e é considerado a mais importante premiação da língua portuguesa. A escolha de Chico Buarque para o título de 2019 foi anunciada em maio do ano passado, após reunião do júri na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro. Conforme divulgado, “o júri decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio Camões a Chico pela qualidade e transversalidade da sua obra, tanto através de gêneros e formas, quanto pela sua contribuição para a formação cultural de diferentes gerações em todos os países onde se fala a língua portuguesa. O Júri reconheceu o valor e o alcance de uma obra multifacetada, repartida entre poesia, drama e romance. O seu trabalho atravessou fronteiras e mantém-se como uma referência fundamental da cultura do mundo contemporâneo”.

A data previamente determinada para a cerimônia, que acontece em Lisboa, tinha sido escolhida pelo próprio cantor. Seria em 25 de abril, mesma data da Revolução dos Cravos. Agora, de acordo com o Ministério da Cultura de Portugal, “a entrega do Prêmio Camões será remarcada para data a definir”.

Cordeiro da Paz: Ars Nova apresenta peça virtual no domingo de Páscoa

Nesta páscoa, o Ars Nova – Coral da UFMG troca os coelhos por um cordeiro. Agnus Dei – ou Cordeiro de Deus – é o título da obra do primeiro coro virtual do Ars Nova.

Disponibilizado no domingo de Páscoa pelo canal de youtube do Ars Nova, a peça remota é o resultado da reinvenção que foi necessária diante da pandemia de Covid-19. Mantendo sua rotina de ensaios e reuniões pela internet, o Ars Nova precisou encontrar uma nova maneira de se encontrar com o público. Assim, o maestro Lincoln Andrade coordenou gravações individuais de vinte e dois cantores e um pianista, cada um em sua casa. Igor Leandro, técnico de gravação e aluno de regência na UFMG, foi o responsável por editar o material e produzir o vídeo.

Agnus Dei é uma obra de Emily Doll, compositora e arranjadora dos Estados Unidos. A peça foi escrita em 2013 e faz parte da Divine Mercy Mass (Missa da Divina Misericórdia). Já apresentada pelo Ars Nova no concerto Mulheres Compositoras, que foi realizado nos dias 11 e 12 de março sob a regência da maestrina Riane Menezes, a música é um clamor pela paz e pela piedade divina.

Segundo Lincoln Andrade, “foram muitas horas dedicadas a gravar, ouvir e editar, várias vezes, cada trecho que compõe a peça. Com muito trabalho, mas também com a consciência de que, neste momento, esse trabalho pode e deve ser feito em casa, queremos contribuir e continuar oferecendo a suavidade e a emoção da música ao público”. A apresentação é a primeira atividade de uma agenda diversa, pensada para aproximar os corações de todos, ainda que em distanciamento físico.

Nota à Comunidade

Diante do cenário mundial da pandemia do coronavírus (Covid-19), o Ars Nova – Coral da UFMG adota um formato de funcionamento remoto, suspendendo concertos e demais atividades presenciais. A medida para conter a transmissão do vírus segue as orientações da Reitoria da UFMG, da Organização Mundial de Saúde e dos governos do estado e do município.

O Ars Nova continua realizando ensaios e reuniões em sua frequência habitual, em plataformas online, e permanece atendendo ao público e à imprensa em seus canais de comunicação.

O coro prepara, ainda, outros formatos para realização de atividades públicas, como entrevistas ao vivo e apresentações musicais inteiramente remotas – e convida toda a comunidade para acompanhar suas redes sociais e não perder as novidades que estão por vir.

O Ars Nova está presente no Instagram, no Facebook e no Site. A equipe administrativa também pode ser contactada pelos e-mails arsnovacomunica@gmail.com (Assessoria de Comunicação), arsnovaprodutor@gmail.com (Produção Cultural) e arsnovaufmg@gmail.com (Administração Institucional).

Ars Nova celebra tradição em concertos da série Banquete de Vozes do Natal

Apresentações comemorativas dos 60 anos do coro serão realizadas em três datas e locais da capital mineira, com entrada gratuita

Pelo terceiro ano consecutivo, o Ars Nova-Coral da UFMG convida todas e todos para o Banquete de Vozes do Natal. A celebração da tradição, neste ano, é dupla: além da festividade natalina, o coro comemora também seus 60 anos de fundação. O Banqueteserá servido nos dias 16, 18 e 19 de dezembro, respectivamente no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Igreja da Boa Viagem e no Museu Inimá de Paula, sempre às 19h30, com entrada gratuita.

No cardápio, estão peças corais a cappella ou acompanhadas por músicos Escola de Música da UFMG, indo desde clássicos da música coral até composições natalinas brasileiras, com direto a obras ainda inéditas no país e participação de ex-coristas. Criada em 2017, a série Banquete de Vozes do Natal se inspira nas emoções compartilhadas, na fartura da bondade e na mesa posta para dividir, através da união, da ousadia e da alegria do canto em conjunto.

A edição deste ano também evoca, segundo o maestro Lincoln Andrade, a manutenção da tradição, a força da renovação e a luta pela preservação da memória: “Nossos concertos de Natal, ao propiciarem um momento de comunhão com a sociedade, vão enfatizar a história do grupo e suas relações de pertencimento com a comunidade universitária, a cidade de Belo Horizonte e o povo mineiro”.

A entrada do Banquete é uma obra de Mozart, Vesperae Solennes de Dominica, composta em 1779 para coro, solistas e orquestra de câmara. Além dessa composição, o Ars Nova executará outras peças de forte sentimento religioso. Em estreia no Brasil, Alleluia, de Eric Whitacre, explora a força desta palavra litúrgica, enquanto Which was the Son of, de Arvo Pärt, remonta a linhagem de Jesus Cristo. O líder Martin Luther King é evocado pela canção MLK, do U2, interpretada como uma canção de ninar.

O repertório segue com duas canções brasileiras com um toque de mineiridade. Cadê o Boi? é assinada pelo compositor do Clube da Esquina Tavinho Moura e por Luiz Gonzaga Jr., o Gonzaguinha. Linda Estrela, do mineiro Nelson Salomé, se inspira em manifestações da cultura popular regional. A segunda estreia nacional da noite é O Holy Night, composta por Adolphe Charles Adams para coro, 4 trompas, fagote e piano, destinada especialmente para a celebração natalina.

De sobremesa, fechando os concertos, o Ars Nova chama ao palco alguns de seus ex-coristas para entoar canções consagradas do repertório do coro ao longo destes 60 anos: Exsultate Deo, de Allessandro Scarlatti, e Hodie Christus natus est e Dona Nobis, do compositor e maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca, que esteve à frente do coro por 41 anos.

Ars Nova sexagenário

Neste ano, o Ars Nova-Coral da UFMG comemora 6 décadas desde sua fundação. Criado como um grupo independente de música vocal, em 1959, logo o coro foi integrado à União Estadual dos Estudantes e, em 1964, passou a ser corpo artístico da UFMG. Ao longo de sua história, o Ars Nova realizou mais de 1.500 apresentações nos mais diversos palcos e consolidou-se como referência na área de canto coral no Brasil e no exterior. O grupo apresentou seu vasto repertório em 17 países, conquistou inúmeros prêmios e condecorações e incentivou a formação de cantores, regentes e coros.

Atualmente, sob direção artística do maestro Lincoln Andrade, o Ars Nova tem se apresentado em Belo Horizonte e outras cidades de Minas e do Brasil, além de realizar estreias brasileiras de diversas obras contemporâneas.Ao longo de todo o ano de 2019, os concertos do coro trouxeram detalhes que remetem à sua história, em comemoração ao aniversário do grupo.

PROGRAMA

Vesperae Solennes de DominicaWolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
AlleluiaEric Whitacre (1970)
Which was the son ofArvo Pärt (1935)
MLKU2, arr. Bob Chilcott
Cadê o boi?Tavinho Moura (1947) e Luiz Gonzaga Jr. (1945-1991), arr. Lincoln Andrade
Linda EstrelaNelson Salomé (1950)
O Holy NightAdolphe Charles Adam, arr. Lincoln Andrade (1950)
Exsultate DeoAntonio Sacarlatti (1659-1752)
Hodie Christus natus estCarlos Alberto Pinto Fonseca (1933-2006)
Dona NobisCarlos Alberto Pinto Fonseca (1933-2006)

Música coral a capella dos séculos XX e XXI ganha concerto do Ars Nova-Coral da UFMG

Repertório traz Debussy, Ravel, Piazzolla, Philip Glass e o brasileiro Marlos Nobre, entre outros compositores

O termo de origem italiana “a capella” caracteriza a música vocal executada sem acompanhamento de instrumentos. No dia da Música e de Santa Cecília, padroeira dos músicos, 22 de novembro, o Ars Nova-Coral da UFMG se dedicará a esse tipo de repertório, em concerto gratuito no Conservatório UFMG, às 20h, dentro do projeto Perspectiva. O repertório abrange peças dos séculos XX e XXI e terá regência do maestro Lincoln Andrade.

Dois trios de canções curtas, dos compositores franceses Claude Debussy (1862-1918) e Maurice Ravel (1875-1932), abrem a noite. O programa segue com um trecho da ópera Einstein on the Beach, de Philip Glass (1937), caracterizada pelo minimalismo. Já O Nata Lux é parte de um réquiem escrito por Morten Lauridsen (1943) no estilo da polifonia renascentista, em homenagem à sua mãe.

Na sequência, está uma peça do norueguês Ola Gjeilo (1978), inspirada na beleza da aurora boreal. Do país escandinavo saltamos para a nossa vizinha Argentina, com La Muerte del Angel, tango composto por Astor Piazzolla (1921-1992) nos anos 1950. As duas últimas obras do repertório, por sua vez, são brasileiras: 2 Pontos de Candomblé, de Carlos Alberto Pinto da Fonseca (1933-2006), faz referência à religião afro-brasileira, enquanto Cancioneiro de Lampião, do pernambucano Marlos Nobre (1939), nos remete ao universo do cangaço.

Próximos concertos

Ainda em novembro, o repertório a capella será apresentado pelo Ars Nova em duas outras datas. No domingo, 24, às 11h, o coro participa do projeto Manhãs Musicais, da Fundação de Educação Artística – FEA (R. Gonçalves Dias, 320 – Funcionários-BH), com ingressos na bilheteria a R$30 (inteira), R$15 (meia-entrada) e R$5 (alunos e professores da FEA).

No sábado, 30, às 16h, nosso palco será no interior mineiro, na Capela de São João Evangelista, em Tiradentes-MG (Rua Padre Toledo, 242). O concerto, que integra o projeto Poente Cultural, da Diretoria de Ação Cultural da UFMG, será antecedido por apresentação do coro infanto-infantil VivAvoz, regido pela maestrina Renata Vanucci e parte de um projeto de ação educativa da cidade.

Ars Nova sexagenário

Neste ano, o Ars Nova-Coral da UFMG completa 60 anos de existência, tendo se consolidado como referência na área de canto coral no Brasil e no exterior. Desde sua fundação, conquistou inúmeros prêmios e condecorações em importantes festivais nacionais e internacionais e realizou mais de 1500 apresentações no Brasil e em outros 17 países.

Atualmente, sob direção artística do maestro Lincoln Andrade, o grupo tem se apresentado em Belo Horizonte e outras cidades de Minas e do Brasil, além de realizar estreias brasileiras de diversas obras contemporâneas.Ao longo de todo o ano de 2019, os concertos do coro têm trazido detalhes que remetem à sua história, em comemoração ao aniversário do grupo.

PROGRAMA
Trois ChansonsClaude Debussy (1862-1918)
Trois ChansonsMaurice Ravel (1875-1932)
Knee Play 1Philip Glass (1937)
O Nata LuxMorten Lauridsen (1943)
O Northern LightsOla Gjeilo (1978)
La Muerte del AngelAstor Piazzolla (1921-1992), arr. Néstor Zadoff (1952)
2 Pontos de CandombléCarlos Alberto Pinto Fonseca (1933-2006)
Cancioneiro de Lampião, op. 52Marlos Nobre (1939)

Tradicional coro de Belo Horizonte, Ars Nova tem atividades comprometidas por cortes na UFMG

Falta de verba leva à alteração de rotina de ensaios e concertos do grupo sexagenário, referência na música coral brasileira

O Ars Nova-Coral da UFMG, tradicional coro profissional da cena cultural belo-horizontina que neste ano celebra 60 anos de fundação, está com funcionamento comprometido em função dos cortes que afetam as universidades públicas no Brasil. A falta de recursos impacta o pagamento de bolsas dos integrantes, a rotina de ensaios e a programação do grupo vocal, vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Até o final do ano, os ensaios do coro, que regularmente acontecem três vezes por semana, serão reduzidos e rearranjados para responder ao corte de cerca de 37% da verba de manutenção do grupo. Em caráter excepcional, o Ars Nova está revendo sua agenda, mas garante em novembro e dezembro, a realização de concertos abertos ao público, gratuitos ou a preços acessíveis, como é de praxe no grupo.

As medidas foram pensadas procurando manter os compromissos do Ars Nova com o público e as instituições parceiras. “Trata-se de uma atitude drástica e emergencial diante do cenário que está posto para nós”, afirma Lincoln Andrade, maestro titular do grupo. “Não vamos medir esforços para viabilizar a plena continuidade de nossas atividades, que cumprem um importante papel na difusão da música coral em Minas e no Brasil”.

O corpo artístico do Ars Nova-Coral da UFMG conta com 22 coristas altamente qualificados, pianista correpetidor, regente titular e regente assistente. A estrutura da UFMG proporciona solidez ao trabalho do grupo e garante a manutenção de seu notável nível artístico e técnico, resultando em uma agenda mensal de concertos, com um número crescente de público. Os concertos são realizados em diferentes espaços culturais de Belo Horizonte e de outras cidades, com repertório variado e entrada gratuita, salvo raras exceções.

Trajetória de excelência no canto coral

Neste ano, o Ars Nova-Coral da UFMG completa 6 décadas, tendo se consolidado como referência na área de canto coral no Brasil e no exterior. Desde 1959, foram mais de 1.500 apresentações realizadas nos mais diversos palcos, desde igrejas históricas no interior mineiro até o Palácio do Planalto.

Sob a regência do maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca, de 1962 a 2004, o coro conquistou inúmeros prêmios e condecorações em importantes festivais nacionais e internacionais e realizou apresentações em 12 estados brasileiros e outros 17 países. Desde sua retomada, em 2013, o Ars Nova alcançou um público aproximado de 28 mil pessoas em mais de 120 concertos no Brasil e exterior. Destacam-se dois prêmios recebidos em 2016, sob a regência da maestrina Iara Fricke Matte: o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e a conquista do terceiro lugar na categoria Coro Misto do 34º Festival Internacional de Música de Cantonigròs, Vic (Espanha).

Em 2017, o maestro Lincoln Andrade assumiu a regência do coro, e foi criada a série Banquete de Vozes do Natal, um sucesso de público e crítica. Em sua nova fase, além dos diversos concertos realizados em Belo Horizonte, o Ars Nova se apresentou em Brasília, Juiz de Fora, Ouro Preto, Uberlândia e Leopoldina (MG), dentro da proposta de levar a música coral pelas estradas de Minas e do Brasil. O grupo também tem se dedicado a estreias brasileiras de diversas obras contemporâneas.

Concerto gratuito do Ars Nova reúne canções que mencionam Jesus Cristo

Repertório sacro será executado pelo coro na segunda-feira, 26, às 19h15, na Capela do Colégio Arnaldo

Canções que mencionam Jesus Cristo, sua genealogia, seu corpo mutilado, física e espiritualmente, e seu amor incondicional pela humanidade. Esse é o programa do concerto de música sacra do Ars Nova Coral da UFMG intitulado “O qual era filho de…”, em referência a uma obra de Arvo Pärt. O evento será realizado na segunda-feira, 26 de agosto, às 19h15, na Capela do Colégio Arnaldo. A entrada, como de costume, é franca.

Segundo Lincoln Andrade, regente do coro, a música sacra é usada nos cultos de qualquer tradição religiosa, sendo oferenda a Deus, a um deus ou a uma entidade religiosa. “A música é capaz de levar emoções humanas a lugares que outras obras de arte não conseguem. É a transcendência através da arte, e a música sacra é o veículo desta transcendência”, pontua.

O concerto abrirá com Stabat Mater, deDomenico Scarlatti (1685-1757), que traz várias passagens das sagradas escrituras. Na sequência, o Ars Nova executa Ave, verum corpus,obra escrita por Mozart (1756-1791) cinco meses antes de sua morte. O moteto reflete a maturidade do compositor e se origina em hino utilizado durante o ofertório da missa de Corpus Christi.

O repertório segue com a canção que dá nome ao concerto, Which was the Son of, do estoniano Arvo Pärt (1935), cuja letra se inspira no Evangelho de Lucas e descreve a linhagem de Jesus. Por fim, a noite termina com uma composição contemporânea. Ubi caritas, do norueguês Ola Gjeilo (1978) lança mão da flexibilidade do canto gregoriano e fala da caridade, da humildade e da amizade, com forte sentimento de renovação da fé.

Ars Nova celebra 60 anos

Neste ano, o Ars Nova-Coral da UFMG completa 60 anos de existência, tendo consolidado-se como referência na área de canto coral no Brasil e no exterior.  Desde sua fundação, conquistou inúmeros prêmios e condecorações em importantes festivais nacionais e internacionais e realizou mais de 1500 apresentações no Brasil e em outros 17 países.

Atualmente, sob direção artística do maestro Lincoln Andrade, o coro tem se apresentado em Belo Horizonte e outras cidades de Minas e do Brasil, além de realizar estreias brasileiras de diversas obras contemporâneas.Ao longo do 2019, os concertos do Ars Nova trarão detalhes que remetem à sua história, em comemoração ao aniversário do grupo.

PROGRAMA
Stabat Mater Domenico Scarlatti (1685-1757)
Ave, verum corpusWolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Which was the Son ofArvo Pärt (1935)
Ubi CaritasOla Gjeilo (1978)

Ars Nova promove passeio pela história da música coral em concerto no 51º Festival de Inverno da UFMG

Coro, que comemora 60 anos de fundação, apresenta repertório diversificado no Conservatório UFMG

Ir da renascença ao contemporâneo, passando pelo barroco, clássico, romântico e impressionista e fechando com composições brasileiras – tudo isso através da música vocal. Esse é o percurso proposto pelo concerto do Ars Nova-Coral da UFMG que integra a programação do 51º Festival de Inverno da UFMG. O evento será realizado no sábado, dia 20 de julho, às 20h, no Conservatório UFMG, e tem entrada gratuita.

Segundo o regente do grupo, o maestro Lincoln Andrade, o concerto traz uma linguagem simples e didática, explorando curiosidades sobre o repertório e buscando interagir com o público, na intenção de quebrar o distanciamento por vezes associado à música erudita. Além disso, o repertório dialoga com obras marcantes da história do Ars Nova, que neste ano completa 60 desde sua fundação.

O programa se organiza em músicas que representam períodos e escolas da história da música, começando pela renascença, com Cláudio Monteverdi. Em seguida está o barroco, ilustrado por excertos de Stabat Mater, de Domenico Scarlatti, e Jesu, meine Freude, de Johann Sebastian Bach. Haydn representa o período clássico, enquanto o romântico fica a cargo de Brahms, e o impressionista, de Ravel. Uma composição de Blake Henson é exponente da música composta no século XXI, e um trio de obras brasileiras fecha o concerto com chave de ouro: Ponto de São Jorge Ogum Guerreiro e Ponto Máximo de Xangô, de Carlos Alberto Pinto da Fonseca, e um medley canções de Milton Nascimento, arranjado por Lincoln Andrade e Fred Natalino.

Sobre o Ars Nova-Coral da UFMG

Neste ano, o Ars Nova-Coral da UFMG completa 60 anos de existência, tendo consolidado-se como referência na área de canto coral no Brasil e no exterior. Sob a regência do maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca, de 1962 a 2004, o coro conquistou inúmeros prêmios e condecorações em importantes festivais nacionais e internacionais e realizou mais de 1400 apresentações no Brasil e em outros 17 países.

Desde sua retomada, em 2013, o Ars Nova alcançou um público aproximado de 28 mil pessoas em mais de 110 concertos no Brasil e exterior. Destacam-se dois prêmios recebidos em 2016, sob a regência da maestrina Iara Fricke Matte: o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e a conquista do terceiro lugar na categoria Coro Misto do 34º Festival Internacional de Música de Cantonigròs, Vic (Espanha).

Em 2017, o maestro Lincoln Andrade assumiu a regência do coro, e foi criada a série Banquete de Vozes do Natal, um sucesso de público e crítica. Em sua nova fase, além dos diversos concertos realizados em Belo Horizonte, o Ars Nova realizou concertos em Brasília, Juiz de Fora, Ouro Preto, Uberlândia e Leopoldina (MG), dentro da proposta de levar a música coral pelas estradas de Minas e do Brasil. O grupo também tem se dedicado a estreias brasileiras de diversas obras contemporâneas.

PROGRAMA
Si ch’io vorrei morireCláudio Monteverdi (1567-1643)
Excertos de Stabat MaterDomenico Scarlatti (1685-1757)
Excertos de Jesu, meine FreudeJohann Sebastian Bach (1685-1750)
Die BeredsamkeitJoseph Haydn (1732-1809)
Quartette, opus 92Johannes Brahms (1833-1897)
Trois Chansons Maurice Ravel (1875-1937)
My flight for heavenBlake Henson (1983)
Ponto de São Jorge Ogum GuerreiroCarlos Alberto Pinto da Fonseca (1933-2006)
Ponto Máximo de XangôCarlos Alberto Pinto da Fonseca (1933-2006)
Medley Milton NascimentoArr. vocal Lincoln Andrade
Arr. para piano Fred Natalino