Baião Armorial: Ars Nova – Coral da UFMG lança música inédita e exclusiva sobre a pandemia

Com equipe criativa expandida, a produção virtual reúne o compositor Maurício Detoni, a poeta Etel Frota e o diretor cênico Ernani Maletta, professor da Escola de Belas Artes da UFMG

Fruto de co-criações à distância e com uma letra potente, o novo coro virtual do Ars Nova é um retrato dos tempos em que estamos vivendo. A música Baião Armorial foi escrita por Maurício Detoni e Etel Frota para o “Concurso de composição de obra coral para execução através de gravação virtual pelo Ars Nova – Coral da UFMG” e posteriormente gravada sob direção de vídeo de Ernani Maletta, dramaturgo e professor da Escola de Belas Artes da UFMG, e direção musical de Lincoln Andrade, regente do Ars Nova. O lançamento inédito, com forte inspiração no teatro e um solo de Detoni, já está disponível:

Um tempo que pede criatividade

Em meio aos desafios impostos pela pandemia, a vontade de continuar fazendo música levou o Ars Nova a novas possibilidades. Desde março, o grupo vem lançando coros virtuais – produções realizadas de maneira remota, com cada músico em sua casa. Atualmente, o Ars Nova já possui um repertório de nove vídeos com mais de 22 mil visualizações.

Com a boa recepção do projeto, o coro promoveu um Concurso de Composição entre julho e agosto a fim de selecionar uma música autoral e inédita especialmente criada para esse formato virtual. Entre 88 inscrições de todas as regiões do Brasil, a premiada Baião Armorial se destacou com a música do compositor e arranjador Maurício Detoni e a letra da poeta Etel Frota.

Detoni, cuiabense residente em São Paulo, já foi regente de coros no Mato Grosso e no Rio de Janeiro, além de ter cantado no grupo Garganta Profunda e participado de diversos espetáculos musicais. Etel Frota, do Paraná, já compôs para grandes artistas da MPB, como Maria Bethânia, e é membro da Academia Paranaense de Letras. A dupla escreveu Baião Armorial à distância, pela internet e de forma simultânea, com a letra contribuindo para a música e a música contribuindo para a letra.

“Do mesmo jeito que o Ars Nova está aprendendo a montar uma obra inédita já nesse formato para apresentar, nós também estamos aprendendo a compor. Nós compusemos isso ‘do zero ao cem’ no Whatsapp. Maurício cantarolava uma estrofe e eu ia trabalhando na letra. Foi absolutamente interativo”, disse Etel Frota no programa Conversa com o Maestro.

Sentimentos coletivos

Atravessando fronteiras geográficas entre os compositores e até o Ars Nova, coro de Minas Gerais, Baião Armorial ainda tematiza, em sua letra, o contexto brasileiro atual. Além da pandemia, o texto narra episódios específicos como os incêndios no Pantanal e a nuvem de gafanhotos que atingiu o sul do país.

“São assuntos ruins, mas o poema não é duro. Ele traz um certo lirismo”, comentou o maestro Lincoln Andrade. Etel Frota, na sequência, completou: “Mas sem deixar de mergulhar em um momento de profunda tristeza, que é o momento armorial. Nós temos o momento de indignação, nós temos o momento de profunda tristeza, mas nós acabamos pedindo que nosso olhar de ver a beleza e de ver a esperança se salve. Nós [Etel e Maurício] acabamos transitando pelas emoções que todos estão vivendo, todos os dias, pelos últimos sete meses.”

Inspiração no teatro

Para traduzir a proposta da música em um vídeo feito em casa, o Ars Nova convidou o diretor cênico e professor da Escola de Belas Artes da UFMG Ernani Maletta, nome presente nos espetáculos Carmina Burana: uma Cantata Cênica, em Belo Horizonte e O Grande Circo Místico, no Rio de Janeiro, como diretor musical, e Ifigênia em Áulis (Eurípides) e Electra (Sófocles), no Teatro Greco di Siracusa, na Itália, como dramaturgo musical, entre outros.

“Quando o Lincoln me chamou para fazer a criação do vídeo, a primeira coisa que eu quis foi ser muito fiel ao meu lugar na arte, que é nesse entrelaçamento entre o teatro e a música, então a minha preocupação foi encontrar uma dramaturgia que se relacionasse à interpretação da música, seus aspectos sonoros e textuais, às frases rítmicas e melódicas. Embora a manifestação final não seja por intermédio do teatro, o caminho que eu usei para chegar no vídeo foi a ideia da cena”, disse Ernani Maletta ao Ars Nova.

A dramaturgia do vídeo ficou dividida em três momentos: alienação, medo e esperança. Além da letra, Ernani apostou em outros elementos que poderiam transmitir esses sentidos. A tela deixa de mostrar apenas o naipe que está cantando cada estrofe, como vinha acontecendo nos coros virtuais anteriores, e passa a mostrar mais pessoas realizando outras atividades.

“Tive a ideia de usar todas as interferências que eu coro faz quando ele não está carregando a letra da música como uma espécie de reação a essa letra. É um texto muito forte, que traz uma denúncia muito significativa da situação complexa que o país vive. Ao mesmo tempo que um dos naipes está como enunciador do texto, os outros naipes têm outro tipo de proposta sonora, fazem outro tipo de onomatopeia de som, outros fonemas”, afirmou Maletta.

O vídeo final da música a capella conta com os vinte e um cantores do Ars Nova e mais sete membros da equipe que foram convidados a atuar.

O coro virtual de Baião Armorial tem montagem, mixagem e edição de áudio de Igor Leandro com assistência de Lincoln Andrade, montagem e edição de vídeo de Leonardo Clementine e solo de Maurício Detoni. O grupo de trabalho de criação do vídeo, com direção de Ernani Maletta, é composto por Dayvid Lucyan, Gustavo Piffer, Letícia Muniz, Riane Menezes, Sarah Reis e Tayane Bragança. A realização é da Universidade Federal de Minas Gerais, da Escola de Música da UFMG e da Pró-Reitoria de Extensão da UFMG.

Concerto gratuito do Ars Nova reúne canções que mencionam Jesus Cristo

Repertório sacro será executado pelo coro na segunda-feira, 26, às 19h15, na Capela do Colégio Arnaldo

Canções que mencionam Jesus Cristo, sua genealogia, seu corpo mutilado, física e espiritualmente, e seu amor incondicional pela humanidade. Esse é o programa do concerto de música sacra do Ars Nova Coral da UFMG intitulado “O qual era filho de…”, em referência a uma obra de Arvo Pärt. O evento será realizado na segunda-feira, 26 de agosto, às 19h15, na Capela do Colégio Arnaldo. A entrada, como de costume, é franca.

Segundo Lincoln Andrade, regente do coro, a música sacra é usada nos cultos de qualquer tradição religiosa, sendo oferenda a Deus, a um deus ou a uma entidade religiosa. “A música é capaz de levar emoções humanas a lugares que outras obras de arte não conseguem. É a transcendência através da arte, e a música sacra é o veículo desta transcendência”, pontua.

O concerto abrirá com Stabat Mater, deDomenico Scarlatti (1685-1757), que traz várias passagens das sagradas escrituras. Na sequência, o Ars Nova executa Ave, verum corpus,obra escrita por Mozart (1756-1791) cinco meses antes de sua morte. O moteto reflete a maturidade do compositor e se origina em hino utilizado durante o ofertório da missa de Corpus Christi.

O repertório segue com a canção que dá nome ao concerto, Which was the Son of, do estoniano Arvo Pärt (1935), cuja letra se inspira no Evangelho de Lucas e descreve a linhagem de Jesus. Por fim, a noite termina com uma composição contemporânea. Ubi caritas, do norueguês Ola Gjeilo (1978) lança mão da flexibilidade do canto gregoriano e fala da caridade, da humildade e da amizade, com forte sentimento de renovação da fé.

Ars Nova celebra 60 anos

Neste ano, o Ars Nova-Coral da UFMG completa 60 anos de existência, tendo consolidado-se como referência na área de canto coral no Brasil e no exterior.  Desde sua fundação, conquistou inúmeros prêmios e condecorações em importantes festivais nacionais e internacionais e realizou mais de 1500 apresentações no Brasil e em outros 17 países.

Atualmente, sob direção artística do maestro Lincoln Andrade, o coro tem se apresentado em Belo Horizonte e outras cidades de Minas e do Brasil, além de realizar estreias brasileiras de diversas obras contemporâneas.Ao longo do 2019, os concertos do Ars Nova trarão detalhes que remetem à sua história, em comemoração ao aniversário do grupo.

PROGRAMA
Stabat Mater Domenico Scarlatti (1685-1757)
Ave, verum corpusWolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Which was the Son ofArvo Pärt (1935)
Ubi CaritasOla Gjeilo (1978)

Ars Nova promove passeio pela história da música coral em concerto no 51º Festival de Inverno da UFMG

Coro, que comemora 60 anos de fundação, apresenta repertório diversificado no Conservatório UFMG

Ir da renascença ao contemporâneo, passando pelo barroco, clássico, romântico e impressionista e fechando com composições brasileiras – tudo isso através da música vocal. Esse é o percurso proposto pelo concerto do Ars Nova-Coral da UFMG que integra a programação do 51º Festival de Inverno da UFMG. O evento será realizado no sábado, dia 20 de julho, às 20h, no Conservatório UFMG, e tem entrada gratuita.

Segundo o regente do grupo, o maestro Lincoln Andrade, o concerto traz uma linguagem simples e didática, explorando curiosidades sobre o repertório e buscando interagir com o público, na intenção de quebrar o distanciamento por vezes associado à música erudita. Além disso, o repertório dialoga com obras marcantes da história do Ars Nova, que neste ano completa 60 desde sua fundação.

O programa se organiza em músicas que representam períodos e escolas da história da música, começando pela renascença, com Cláudio Monteverdi. Em seguida está o barroco, ilustrado por excertos de Stabat Mater, de Domenico Scarlatti, e Jesu, meine Freude, de Johann Sebastian Bach. Haydn representa o período clássico, enquanto o romântico fica a cargo de Brahms, e o impressionista, de Ravel. Uma composição de Blake Henson é exponente da música composta no século XXI, e um trio de obras brasileiras fecha o concerto com chave de ouro: Ponto de São Jorge Ogum Guerreiro e Ponto Máximo de Xangô, de Carlos Alberto Pinto da Fonseca, e um medley canções de Milton Nascimento, arranjado por Lincoln Andrade e Fred Natalino.

Sobre o Ars Nova-Coral da UFMG

Neste ano, o Ars Nova-Coral da UFMG completa 60 anos de existência, tendo consolidado-se como referência na área de canto coral no Brasil e no exterior. Sob a regência do maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca, de 1962 a 2004, o coro conquistou inúmeros prêmios e condecorações em importantes festivais nacionais e internacionais e realizou mais de 1400 apresentações no Brasil e em outros 17 países.

Desde sua retomada, em 2013, o Ars Nova alcançou um público aproximado de 28 mil pessoas em mais de 110 concertos no Brasil e exterior. Destacam-se dois prêmios recebidos em 2016, sob a regência da maestrina Iara Fricke Matte: o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e a conquista do terceiro lugar na categoria Coro Misto do 34º Festival Internacional de Música de Cantonigròs, Vic (Espanha).

Em 2017, o maestro Lincoln Andrade assumiu a regência do coro, e foi criada a série Banquete de Vozes do Natal, um sucesso de público e crítica. Em sua nova fase, além dos diversos concertos realizados em Belo Horizonte, o Ars Nova realizou concertos em Brasília, Juiz de Fora, Ouro Preto, Uberlândia e Leopoldina (MG), dentro da proposta de levar a música coral pelas estradas de Minas e do Brasil. O grupo também tem se dedicado a estreias brasileiras de diversas obras contemporâneas.

PROGRAMA
Si ch’io vorrei morireCláudio Monteverdi (1567-1643)
Excertos de Stabat MaterDomenico Scarlatti (1685-1757)
Excertos de Jesu, meine FreudeJohann Sebastian Bach (1685-1750)
Die BeredsamkeitJoseph Haydn (1732-1809)
Quartette, opus 92Johannes Brahms (1833-1897)
Trois Chansons Maurice Ravel (1875-1937)
My flight for heavenBlake Henson (1983)
Ponto de São Jorge Ogum GuerreiroCarlos Alberto Pinto da Fonseca (1933-2006)
Ponto Máximo de XangôCarlos Alberto Pinto da Fonseca (1933-2006)
Medley Milton NascimentoArr. vocal Lincoln Andrade
Arr. para piano Fred Natalino

Dia dos Namorados ganha concerto temático do Ars Nova

Repertório sugestivo será executado no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil

Que tal comemorar o Dia dos Namorados de maneira diferente? Esta é a proposta do Ars Nova-Coral da UFMG, que leva pérolas da música coral ao Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil, na quarta-feira, 12 de junho, às 20h. O programa vai da renascença ao contemporâneo com obras conhecidas e inéditas que falam de amor, com algumas pitadas de pimenta, salsa, coentro e ousadia. A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos a partir das 19h. O evento tem classificação indicativa de 18 anos.

Serão executadas peças de Pierre Passereau, Orlando de Lasso, Cláudio Monteverdi, Johannes Brahms e Maurice Ravel, todas com muita picardia e provocação – às vezes sutil, às vezes nem tanto. Além disso, e com muita destreza, o Ars Nova faz a estreia de quatro de obras inéditas, parte de uma série de canções curtas para coro misto a cappella assinada pelo compositor Jorge Antunes. A coletânea foi escrita entre 1991 e 2018, entre idas e vindas do compositor a Brasília, Rio de Janeiro e Paris.

O Ars Nova convida a todos a ouvir boa música, fazer uma preliminar para um jantar a dois e depois… bem, o resto fica por conta da imaginação!

Ars Nova celebra 60 anos

Neste ano, o Ars Nova-Coral da UFMG completa 60 anos de existência, tendo consolidado-se como referência na área de canto coral no Brasil e no exterior.  Desde sua fundação, conquistou inúmeros prêmios e condecorações em importantes festivais nacionais e internacionais e realizou mais de 1500 apresentações no Brasil e em outros 17 países.

Atualmente, sob direção artística do maestro Lincoln Andrade, o coro tem se apresentado em Belo Horizonte e outras cidades de Minas e do Brasil, além de realizar estreias brasileiras de diversas obras contemporâneas. Ao longo do 2019, os concertos do Ars Nova trarão detalhes que remetem à sua história, em comemoração ao aniversário do grupo.

PROGRAMA
Il et bel et bonPierre Passereau (1509-1547)
Matona mia cara Orlando de Lasso (1532-1594)
Si ch’io vorrei morire Cláudio Monteverdi (1567-1643)
Quatro Canções da “Série Canções de Sacanagem” Jorge Antunes (1942)
O schöne Nacht Johannes Brahms (1833-1897)
Nicolette Maurice Ravel (1875-1937)
Chume, Chum, Geselle min
Veni, veni, vênias
Música Medieval

Concerto gratuito do Ars Nova – Coral UFMG em comemoração aos 80 Anos de Adoração Perpétua da Igreja da Boa Viagem

No dia 16 de agosto o Ars Nova – Coral UFMG se apresenta na Igreja da Boa Viagem em comemoração aos 80 anos de Adoração Perpétua da Paróquia. O coro já tem um amplo histórico de apresentações na Igreja e agora, após encerrar a temporada do concerto Federico García Lorca e Amigos, traz um repertório variado com compositores desde o século XVII até a contemporaneidade.

 

 

Serviço
Ars Nova – Coral da UFMG
Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem
R. Sergipe, 175 – Funcionários, Belo Horizonte
Telefone: (31) 3222-2361
16 de agosto de 2017, às 20h
entrada franca

Link: https://pt-br.facebook.com/coralarsnova

A sede do Ars Nova fica no Conservatório UFMG
Avenida Afonso Pena, 1.534 – Centro
(31) 3409-8316.