Sobre

O Ars Nova-Coral da UFMG vem representando a cultura brasileira e a Universidade Federal de Minas Gerais ao longo 61 anos no Brasil e no exterior. Sua história é marcada por inúmeros eventos, estreias, reconhecimento em premiações, distinções e menções honrosas em importantes festivais e concursos.

Fundado em 1959 como Coral da União Estadual de Estudantes, o grupo foi incorporado à UFMG em 1964 e mais tarde assumiu seu atual nome: Ars Nova–Coral da UFMG. Seu primeiro regente foi o Maestro Sérgio Magnani, que deu vida e nível artístico ao trabalho inicial do coro.

A partir de 1963, o Ars Nova esteve sob a regência do renomado maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca, e realizou cerca de 20 excursões em vários países da Europa, Ásia e América. Dentre os festivais dos quais participou, podem ser citados o Concurso Polifônico Internacional Guido d’Arezzo, o Festival de Coros de Atenas, o Festival Internacional de Música de Cantonigròs e outros. Foram cerca de 1.400 apresentações em 79 cidades de 12 estados brasileiros, mais 66 cidades de 17 países – do Uruguai à Coreia do Sul, em palcos tão distintos como o Lincoln Center, de Nova Iorque, e a Casa de Ópera Teatro Municipal, de Ouro Preto. Em sua longa trajetória sob a regência do maestro Carlos Alberto Pinto da Fonseca, o grupo registrou 8 trabalhos, entre eles, o LP Missa Afro-Brasileira, premiada composição de Carlos Alberto, em 1989, e a estreia mundial da obra Réquiem de Durante, de Francesco Durante, em 2000. Entre 2004 e 2008, a direção musical do coro for assumida por Rafael Grimaldi, regente assistente de Carlos Alberto.

Após um breve interstício, o Ars Nova foi retomado em 2013, sob a regência da maestrina Iara Fricke Matte. Desde então, o grupo realizou mais de 110 concertos no Brasil e exterior, alcançando um público de mais de 28 mil pessoas. Destacam-se dois prêmios recebidos em 2016: o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e a conquista do terceiro lugar na categoria Coro Misto do 34º Festival Internacional de Música de Cantonigròs, realizado em Vic, Catalunha, Espanha.

Sob a atual regência do maestro Lincoln Andrade, desde 2017, o Ars Nova vem realizando estreias brasileiras de diversas obras contemporâneas e apresentando concertos em Juiz de Fora, Ouro Preto, Uberlândia, Leopoldina e Tiradentes (MG) e Brasília (DF), além das apresentações em Belo Horizonte, dentro da proposta de levar a música coral pelas estradas de Minas e do Brasil. Vale mencionar, também, a criação da série Banquete de Vozes do Natal, em 2017, com sucesso de público e crítica.

E agora, diante da pandemia global do novo coronavírus, o Ars Nova precisou se reinventar. Para continuar fazendo música coral sem encontros presenciais, seguindo o isolamento social imposto pela quarentena, o coro vem realizando peças à distância, gravadas individualmente, com cada cantor em sua casa, montadas e editadas em vídeo – que foram chamadas de coros virtuais e já somam mais de 16 mil visualizações no Youtube do Ars Nova. Além disso, o Coral lançou, em 2020, um Concurso de Composição para premiar uma obra coral autoral e inédita, feita especialmente para este formato virtual, entre outras ações virtuais.

Com a consciência de que a atuação remota não substitui o prazer do encontro – da música feita ao vivo, das luzes se apagando e dos três sinais sonoros no início de um concerto -, o Ars Nova busca continuar promovendo uma experiência musical através do canto coral a um público cada vez maior e mais diverso, com a responsabilidade de compreender e se reinventar a partir da realidade de seu tempo.