Coro, que comemora 60 anos de fundação, apresenta repertório diversificado no Conservatório UFMG
Ir da renascença ao contemporâneo, passando pelo barroco, clássico, romântico e impressionista e fechando com composições brasileiras – tudo isso através da música vocal. Esse é o percurso proposto pelo concerto do Ars Nova-Coral da UFMG que integra a programação do 51º Festival de Inverno da UFMG. O evento será realizado no sábado, dia 20 de julho, às 20h, no Conservatório UFMG, e tem entrada gratuita.
Segundo o regente do grupo, o maestro Lincoln Andrade, o concerto traz uma linguagem simples e didática, explorando curiosidades sobre o repertório e buscando interagir com o público, na intenção de quebrar o distanciamento por vezes associado à música erudita. Além disso, o repertório dialoga com obras marcantes da história do Ars Nova, que neste ano completa 60 desde sua fundação.
O programa se organiza em músicas que representam períodos e escolas da história da música, começando pela renascença, com Cláudio Monteverdi. Em seguida está o barroco, ilustrado por excertos de Stabat Mater, de Domenico Scarlatti, e Jesu, meine Freude, de Johann Sebastian Bach. Haydn representa o período clássico, enquanto o romântico fica a cargo de Brahms, e o impressionista, de Ravel. Uma composição de Blake Henson é exponente da música composta no século XXI, e um trio de obras brasileiras fecha o concerto com chave de ouro: Ponto de São Jorge Ogum Guerreiro e Ponto Máximo de Xangô, de Carlos Alberto Pinto da Fonseca, e um medley canções de Milton Nascimento, arranjado por Lincoln Andrade e Fred Natalino.
Sobre o Ars Nova-Coral da UFMG
Neste ano, o Ars Nova-Coral da UFMG completa 60 anos de existência, tendo consolidado-se como referência na área de canto coral no Brasil e no exterior. Sob a regência do maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca, de 1962 a 2004, o coro conquistou inúmeros prêmios e condecorações em importantes festivais nacionais e internacionais e realizou mais de 1400 apresentações no Brasil e em outros 17 países.
Desde sua retomada, em 2013, o Ars Nova alcançou um público aproximado de 28 mil pessoas em mais de 110 concertos no Brasil e exterior. Destacam-se dois prêmios recebidos em 2016, sob a regência da maestrina Iara Fricke Matte: o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e a conquista do terceiro lugar na categoria Coro Misto do 34º Festival Internacional de Música de Cantonigròs, Vic (Espanha).
Em 2017, o maestro Lincoln Andrade assumiu a regência do coro, e foi criada a série Banquete de Vozes do Natal, um sucesso de público e crítica. Em sua nova fase, além dos diversos concertos realizados em Belo Horizonte, o Ars Nova realizou concertos em Brasília, Juiz de Fora, Ouro Preto, Uberlândia e Leopoldina (MG), dentro da proposta de levar a música coral pelas estradas de Minas e do Brasil. O grupo também tem se dedicado a estreias brasileiras de diversas obras contemporâneas.
PROGRAMA
| Si ch’io vorrei morire | Cláudio Monteverdi (1567-1643) |
| Excertos de Stabat Mater | Domenico Scarlatti (1685-1757) |
| Excertos de Jesu, meine Freude | Johann Sebastian Bach (1685-1750) |
| Die Beredsamkeit | Joseph Haydn (1732-1809) |
| Quartette, opus 92 | Johannes Brahms (1833-1897) |
| Trois Chansons | Maurice Ravel (1875-1937) |
| My flight for heaven | Blake Henson (1983) |
| Ponto de São Jorge Ogum Guerreiro | Carlos Alberto Pinto da Fonseca (1933-2006) |
| Ponto Máximo de Xangô | Carlos Alberto Pinto da Fonseca (1933-2006) |
| Medley Milton Nascimento | Arr. vocal Lincoln Andrade Arr. para piano Fred Natalino |
