Ana Barros é licenciada em canto pela Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Porto, mestre em Ensino de Música pela Universidade de Aveiro e, neste momento, frequenta o programa doutoral em música (performance) da Universidade de Aveiro enquanto bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Mantém uma carreira ativa enquanto cantora, tendo realizado concertos em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Irlanda, USA, México e Itália, maioritariamente com ensembles de música contemporânea tendo gravado para rádio (Antena2) e TV (Rtp1 e Rtp2). Como camerista atuou com os grupos “De corda em corda”, com a pianista Christina Margotto e o violoncelista Jed Barahal; “Fatum Ensemble”; “Performa Ensemble”; duos com os pianistas Isabel Sá e Daniel Cunha, e o guitarrista Augusto Pacheco com o qual gravou a música de câmara para guitarra e voz de Fernando Lopes Graça. Gravou, ainda, um álbum com o grupo “Som Ibérico”, dirigido pelo guitarrista Artur Caldeira. Estreou, sob encomenda da Casa da Música, um ciclo de António Chagas Rosa, composto sobre poemas eróticos da grande poetisa Maria Teresa Horta. Atuou em “Boca” de Regina Guimarães e Saguenail, produção do Teatro Bruto, com música original de Magna Ferreira. Com o quinteto de sopros francês “Le Concert Impromptu” realizou o projeto BWK, espetáculo baseado nos textos de Brecht, participando nos aclamados Festivais da Normandia (França) e no Festival Brecht (Alemanha). Apresentou o projeto “Saturno – La Mélodie Française”, do Centro de Criação Artística da Gulbenkian, com encenação de Ana Luena e sob a direção musical de Jeff Cohen. Junto ao pianista Daniel Cunha atuou no espetáculo “Severa – O fado de um fado”, encenado por Pedro Ribeiro, invocação moderna da grande figura mítica do fado: Maria Severa, contando com o apoio do Museu do Fado, Antena 2 e Instituto Camões. Este projeto foi gravado em CD (2015) com o pianista Bruno Belthoise. Com a pianista Isabel Sá gravou “Palavras oníricas: o surrealismo português”, com obras escritas para o projeto por Carlos Marecos, Sérgio Azevedo e Edward Ayres de Abreu para a poesia de Mário Cesariny e obras de António Pinho Vargas para a poesia de António Ramos Rosa e Albano Martins

De momento tem centrado a sua atividade nos estudos em performance e pesquisa artística, dedicando-se à produção musical de mulheres cantoras/compositoras/mecenas artísticas, tendo editado 4 Canções sobre poemas de Camões de Berta Alves de Sousa, assim como participado num livro sobre a compositora com um capítulo inteiramente dedicado à sua obra vocal de câmara.

Viva Música 15 de Dezembro 2021
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