J.H.Padovani
Harmonia I [2018s1]

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Harmonia I
[aula 11: acordes de 2ª inversão]







José Henrique Padovani





. percurso


. percurso


- uso de acordes de 4ª e 6ª


. percurso


- uso de acordes de 4ª e 6ª

- harmonia e condução de vozes no modo menor

. usos dos acordes de segunda inversão

Acordes de 4ª e 6ª (tríades que contém alturas uma sexta e uma quarta acima da nota do baixo) eram empregadas de quatro diferentes maneiras na época de Bach. Dessas quatro, duas tratam a sonoridade como dissonância e duas como consonância.

A 4ª e 6ª pedal e a 4ª e 6ª de suspensão são consideradas dissonantes, já que a nota do baixo é escutada como a fundamental do acorde enquanto as duas outras alturas (a 4ª e a 6ª acima da fundamental) soam como vozes dissonantes que requerem resolução.

O 4ª e 6ª de arpejo e a 4ª e 6ª de passagem são considerados consonantes, porque o baixo é considerado como a quinta do acorde.
(DE LA MOTTE, Diether. The Study of Harmony. 1991, p. 51)

a) 4ª e 6ª pedal

O acorde de 4ª e 6ª pedal surge quando um baixo é compartilhado por três acordes de maneira que:
- ele é a fundamental do primeiro e do terceiro acordes e...
- no acorde intermediário ele é o baixo de um acorde de 4ª e 6ª.


fonte: DE LA MOTTE, Diether. The Study of Harmony. 1991, p. 51



Aldwell (2011, p. 350) chama esse acorde de Neighboring Chord: acorde de 4ª e 6ª contíguo ou acorde de 4ª e 6ª de vizinhança.


Aldwell (2011, p. 350) chama esse acorde de Neighboring Chord: acorde de 4ª e 6ª contíguo ou acorde de 4ª e 6ª de vizinhança.


Observações:


Aldwell (2011, p. 350) chama esse acorde de Neighboring Chord: acorde de 4ª e 6ª contíguo ou acorde de 4ª e 6ª de vizinhança.


Observações:
- a função desse acorde é, basicamente, de prolongamento


Aldwell (2011, p. 350) chama esse acorde de Neighboring Chord: acorde de 4ª e 6ª contíguo ou acorde de 4ª e 6ª de vizinhança.


Observações:
- a função desse acorde é, basicamente, de prolongamento
- geralmente ele ocorre em tempo fraco


Aldwell (2011, p. 350) chama esse acorde de Neighboring Chord: acorde de 4ª e 6ª contíguo ou acorde de 4ª e 6ª de vizinhança.


Observações:
- a função desse acorde é, basicamente, de prolongamento
- geralmente ele ocorre em tempo fraco
- a nota do baixo/pedal costuma ser dobrada


Aldwell (2011, p. 350) chama esse acorde de Neighboring Chord: acorde de 4ª e 6ª contíguo ou acorde de 4ª e 6ª de vizinhança.


Observações:
- a função desse acorde é, basicamente, de prolongamento
- geralmente ele ocorre em tempo fraco
- a nota do baixo/pedal costuma ser dobrada
- os acordes em estado fundamental contíguos costumam ter 5as justas


b) 4ª e 6ª de suspensão

O acorde de 4ª e 6ª de suspensão ocorre quando uma tríade em estado fundamental é precedida pelos intervalos de 4ª e 6ª acima da nota sustentada do baixo. A figura de dupla suspensão () é sempre introduzida em uma posição métrica forte, seguida pela resolução na 5ª e na 3ª em uma posição métrica fraca. A 6ª e a 4ª podem ser preparadas como membros consonantes da sonoridade anterior (ex. 2:33a) ou podem ser introduzidas sem preparação (ex. 2:33b) [dupla apojatura].
(DE LA MOTTE, Diether. The Study of Harmony. 1991, p. 52)



fonte: DE LA MOTTE, Diether. The Study of Harmony. 1991, p. 51







Por ser frequentemente utilizado em cadências, o acorde de 4ª e 6ª de suspensão é também chamado de acorde de 4ª e 6ª cadencial – ver Aldwell (2011, p. 181).


c) 4ª e 6ª de arpejo

O acorde de 4ª e 6ª de arpejo ocorre quando a linha do baixo se movimenta melodicamente dentro das notas de um mesmo acorde, geralmente por saltos que o arpejam. A partir dessa movimentação tem-se, momentaneamente, o aparecimento da 2ª inversão do acorde em questão.

Este acorde é empregado entre inversões mais estáveis do mesmo acorde (i.e., estado fundamental e 1ª inversão), de maneira a deixar "clara sua função". Ele é "funcionalmente equivalente aos acordes" a ele contíguos.



fonte: DE LA MOTTE, Diether. The Study of Harmony. 1991, p. 54



d) 4ª e 6ª de passagem

O acorde de 4ª e 6ª de passagem também ocorre entre acordes mais estáveis e surge quando a linha de baixo se dá por movimento contíguo. A nota do baixo do acorde é alcançada e deixada por grau conjunto.

Essa figura é muito empregada entre acordes com o mesmo grau/função que estejam, respectivamente, em estado fundamental e em primeira inversão.

Nessa situação o acorde de 4ª e 6ª de passagem serve como uma estratégia de prolongamento da função dos acordes contíguos.



fonte: DE LA MOTTE, Diether. The Study of Harmony. 1991, p. 56

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