J.H.Padovani
Harmonia I [2018s1]

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Harmonia I
[aula 8: a escrita a 4 vozes]







José Henrique Padovani





. percurso


. percurso


- tessitura da escrita para 4 vozes (estilo homofônico/coral)


. percurso


- tessitura da escrita para 4 vozes (estilo homofônico/coral)

- posições e espaçamento entre vozes


. percurso


- tessitura da escrita para 4 vozes (estilo homofônico/coral)

- posições e espaçamento entre vozes


- dobramentos / notas omitidas

. percurso


- tessitura da escrita para 4 vozes (estilo homofônico/coral)

- posições e espaçamento entre vozes

- dobramentos / notas omitidas


- tratamento/condução das vozes; questões contrapontísticas


1. se em peças antigas é possível encontrar uma grande variabilidade quanto a tessitura (gama/extensão de alturas efetivamente utilizadas para uma determinada voz), na escrita a 4 vozes utilizaremos as seguintes extensões vocais:



2. a escrita para 4 vozes no estilo coral é predominantemente homofônica. Por isso, para que as vozes soem de maneira homogênea/integrada, é interessante que elas não fiquem demasiadamente afastadas.


A distância entre tenor-contralto e entre contralto-soprano, no estilo Bachiano, raramente excede uma oitava.


A distância entre tenor-contralto e entre contralto-soprano, no estilo Bachiano, raramente excede uma oitava.




A distância entre tenor-contralto e entre contralto-soprano, no estilo Bachiano, raramente excede uma oitava.






Já distância entre baixo-tenor pode chegar, no máximo, até duas oitavas.




Já distância entre baixo-tenor pode chegar, no máximo, até duas oitavas.





Já distância entre baixo-tenor pode chegar, no máximo, até duas oitavas.



3. considerando as tessituras e a distância máxima entre vozes, é possível realizar a escrita com diferentes distribuições/disposições das notas dos acordes entre as vozes.


3. considerando as tessituras e a distância máxima entre vozes, é possível realizar a escrita com diferentes distribuições/disposições das notas dos acordes entre as vozes.

Dentre elas, destacam-se a posição aberta e a posição fechada.



3. considerando as tessituras e a distância máxima entre vozes, é possível realizar a escrita com diferentes distribuições/disposições das notas dos acordes entre as vozes.

Dentre elas, destacam-se a posição aberta e a posição fechada.

Importante: essa denominação refere-se à distância entre as notas empregada nas vozes superiores [tenor-contralto-soprano]

3. dobramentos e omissão de notas: de maneira a evidenciar a fundamental do acorde.
Em acordes em estado fundamental a tendência é a de dobrar a parte mais estável do acorde; portanto, em tríades maiores e menores, a fundamental é mais frequentemente dobrada... (...)
(ALDWELL, Edward et al. Harmony & voice leading. 2011, p. 92)

(DE LA MOTTE, Diether. The Study of Harmony. 1991, p. 11)

Caso seja necessário omitir notas ao empregar o acorde em estado fundamental (o que geralmente ocorre devido à condução de vozes e a razões melódicas), é mais usual que a fundamental seja triplicada, sendo acompanhada pela terça na voz restante.

Importante: a terça não deve nunca ser omitida nesse estilo.


Em acorde finais, serão utilizadas sempre tríades em estado fundamental em sua forma completa, com a fundamental dobrada.

Acordes de sétima em estado fundamental geralmente são apresentados de forma completa.

No entanto, eles podem ser apresentados com a 5ª omitida. Neste caso, a fundamental é dobrada já que...

nunca se deve dobrar a sensível ou a sétima.


4. acordes invertidos:

4. acordes invertidos:

1ª inversão:


4. acordes invertidos:

1ª inversão:

ao olhar os corais de Bach (via Python/music21), vimos que há maior liberdade com relação a dobramentos (na prática, pode-se dobrar qualquer nota)

4. acordes invertidos:

1ª inversão:

ao olhar os corais de Bach (via Python/music21), vimos que há maior liberdade com relação a dobramentos (na prática, pode-se dobrar qualquer nota)

...no entanto, vimos que é menos frequente disposições que ponham em evidência a 3ª ou a 5ª [por exemplo, a partir de oitavas abertas, especialmente entre contralto e soprano]

4. acordes invertidos:

1ª inversão:

ao olhar os corais de Bach (via Python/music21), vimos que há maior liberdade com relação a dobramentos (na prática, pode-se dobrar qualquer nota)

...no entanto, vimos que é menos frequente disposições que ponham em evidência a 3ª ou a 5ª [por exemplo, a partir de oitavas abertas, especialmente entre contralto e soprano]

portanto, não é comum que o soprano dobre a contralto em oitava, se suas notas não forem a fundamental do acorde.

4. acordes invertidos:

1ª inversão:

ao olhar os corais de Bach (via Python/music21), vimos que há maior liberdade com relação a dobramentos (na prática, pode-se dobrar qualquer nota)

...no entanto, vimos que é menos frequente disposições que ponham em evidência a 3ª ou a 5ª [por exemplo, a partir de oitavas abertas, especialmente entre contralto e soprano]

portanto, não é comum que o soprano dobre a contralto em oitava, se suas notas não forem a fundamental do acorde.


é comum (e, também, uma boa estratégia) que o dobramento da terça ou da quinta seja realizado de maneira que a nota seja alcançada/deixada por movimento contrário

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