Trabalhos em Musicoterapia

Trabalhos em Musicoterapia

Anais MT UFMG  VIII Encontro Nacional de Estudantes de Musicoterapia – ENEMT 2016

Trabalhos de Conclusão de Curso em Musicoterapia da Universidade Federal de Minas Gerais

Musicoterapia, Autismo e Son-Rise: um estudo exploratório através de entrevista – Alexandra Ricardo, Emily Ferreira , Marina Horta Freire e Renato Tocantins Sampaio 

Resumo: A Musicoterapia e o Programa Son-Rise são duas formas de intervenção que buscam o desenvolvimento e o alcance de uma melhor qualidade de vida para a pessoa com autismo. A utilização conjunta desses dois procedimentos poderia apresentar grandes resultados, mas estudos ainda são escassos na literatura. O presente estudo teórico de caráter exploratório investiga possíveis interfaces entre a Musicoterapia e o Son-Rise, buscando encontrar a relação afetiva dentro da perspectiva humanista. A música e seus elementos são importantes recursos para o estabelecimento de comunicação e interação com pessoas com autismo, e a abordagem Son-Rise pode auxiliar o musicoterapeuta a estabelecer iniciativas e relações no tratamento de pessoas com autismo. Palavras-chave: Transtorno do Espectro do Autismo; Musicoterapia; Programa Son-Rise

Tradução e Validação da Escala Nordoff Robbins de Comunicabilidade Musical– Aline Moreira Brandão André

Resumo: As Escalas Nordoff Robbins têm sido utilizadas desde a década de 1960 nos EUA. Para que elas sejam utilizadas no Brasil, é necessário um processo de validação. Este estudo tem por objetivo traduzir e validar no contexto brasileiro a Escala Nordoff Robbins de Comunicabilidade Musical. 

A metodologia de validação obedeceu ao Modelo desenvolvido por Herdman, Fox-Rushby e Badia (1988), dividido em 6 etapas: equivalência conceitual, equivalência de itens, equivalência semântica, equivalência operacional, equivalência de mensuração e equivalência funcional. Estas etapas foram verificadas a partir de 3 estudos independentes. 

No estudo 1, verificamos a equivalência conceitual através de uma pesquisa bibliográfica da literatura na utilização das Escalas Nordoff Robbins em seu contexto original. Verificamos nessa etapa, estudos teóricos e estudos relacionados com sua utilização na avaliação de autismo, transtorno do neurodesenvolvimento, ensino da música em geral para crianças e adolescentes. Observamos também a utilização das Escalas Nordoff Robbins em conjunto com outros testes da área da saúde. 

No estudo 2, verificamos as equivalências de itens semântica e operacional através do processo de tradução e análise da escala. Esse processo ocorreu em 3 etapas. 

A primeira etapa consistiu em traduzir o manual e a Escala de Comunicabilidade Musical do Inglês para o português. Nesta etapa, participaram dois tradutores, um para fazer a tradução e outro para fazer a revisão do texto.

Na segunda etapa ocorreu a retradução do texto em português para o Inglês por 1 tradutor. 

Na terceira etapa, outro tradutor foi convidado para analisar e comparar o texto original, a versão em português e a retradução para o inglês afim de avaliar se o texto apresentava as mesmas informações e se precisava ou não de modificações na escrita. Um questionário foi aplicado ao tradutor da terceira etapa para que o mesmo justificasse sua opinião. 

Após o processo de tradução, 10 avaliadores foram convidados a preencher um questionário para avaliar os itens da Escala de Comunicabilidade Musical, avaliar a semântica do manual explicativo e da escala e escolher o melhor formato de apresentação da mesma. De acordo com os avaliadores, a Escala de Comunicabilidade Musical apresenta linguagem compreensível, seus itens são pertinentes para o contexto brasileiro e podem contribuir para futuras pesquisas em musicoterapia e outras áreas da música. No estudo 3, verificamos a equivalência de mensuração. 

Para isso, realizamos um resumo do manual explicativo da Escala de Comunicabilidade Musical e convidamos 4 examinadores para ler esse novo manual resumido e realizar análise de 24 vídeos de atendimentos de musicoterapia no transtorno do neurodesenvolvimento, com duração de 30 segundos cada. Após análise a partir da Escala de Comunicabilidade Musical dos 24 vídeos, os dados foram armazenados na planilha eletrônica do Microsoft Excel 2016 e foi realizado o teste de correlação de Spearman no SPSS 20.0 para verificar confiabilidade interexaminadores da Escala de Comunicabilidade Musical. Os escores apresentaram correlações (Spearman) moderadas e fortes, indicando evidências de confiabilidade para a Escala de Comunicabilidade Musical traduzida e adaptada para o contexto brasileiro. 

Através da média das correlações das análises interexaminadores, encontramos correlação moderada no domínio movimento corporal (ρ=0,68) e correlações fortes nos domínios instrumental (ρ =0,79) e vocal (ρ=0,87). Também encontramos correlação forte na Comunicabilidade Musical Total (ρ=0,73). Após verificar os resultados positivos nas equivalências conceitual, de itens, semântica, operacional e de mensuração, acreditamos que a Escala Nordoff Robbins de Comunicabilidade Musical é funcional para a utilização no contexto brasileiro.

Palavras Chave: Escala de Comunicabilidade Musical, Validação, Transtorno do Neurodesenvolvimento, Musicoterapia.

Análise psicométrica das Escalas Nordoff-Robbins como instrumento de avaliação no tratamento musicoterapêutico de crianças autistas em acompanhamento no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) – Aline Moreira André, Davi Oliveira Batista, Marina Horta Freire, Renato Tocantins Sampaio, Arthur Melo e Kummer

Resumo: O tratamento musicoterapêutico, ascendente forma de tratamento para o Transtorno do Espectro do Autismo, vem demonstrando grande eficácia para pacientes  com autismo ou características autísticas. 

Os objetivos terapêuticos incluem a melhora na comunicação, na fala, na socialização e as mudanças positivas de comportamento. Entre os recursos disponíveis para avaliar a melhora clínica, existem duas escalas desenvolvidas na abordagem Nordoff Robbins (NR) que avaliam a Comunicabilidade Musical e a Relação entre terapeuta e cliente. 

Por intermédio destas escalas, foi realizada análise cega dos vídeos da primeira e da última sessão das crianças autistas que receberam Musicoterapia no HC-UFMG, para verificar a confiabilidade interexaminadores. Essas escalas também foram comparadas com outras ferramentas de avaliação: Childhood Autism Rating Scale (CARS), Autism Treatment Evaluation Checklist (ATEC) e Improvisational Assessment Profiles (IAPs), a fim de verificar a validade concorrente. 

Observou-se boa confiabilidade interexaminadores das Escalas NR e melhora na comunicabilidade musical vocal e de movimento corporal no grupo intervenção. 

Observou-se, ainda, correlação moderada entre as Escalas NR, CARS e ATEC e correlações fortes entre Escalas NR e IAPs. Palavras-Chave: musicoterapia e autismo; avaliação de comunicação e socialização.

IMPLEMENTAÇÃO DO GRUPO DE MUSICOTERAPIA PARA PAIS DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA – Revisão sendo feita para publicação – Gabriel Estanislau Machado